LETRAS

 

01 - "Em que lugar" 07 - "E nada parece igual"
02 - "Terra e mar" 08 - "O fio da Navalha"
03 - "Rotina do desejo" 09 - "Há neblinas entre as canas finas"
04 - "Ninfas do amor" 10 - "Nem se quero saber"
05 - "Jurarei ser igual" 11 - "E... acreditar é preciso"
06 - "Cai a noite... nasce um dia"

Todas as letras estão registadas na SPA

 

01 - "Em que lugar"

Onde vai o teu olhar
Sem ter medo de encontrar,
Outro alguém, que como tu,
Não hesite em procurar.

Onde vais bem vestida assim?
Porque partes para descobrir?

Onde moras?
Em que lugar existes,
Para te encontrar.
Outro dia, outro lugar, tão triste, para procurar.

Quem será que agora está
No lugar que deixei roubar?
Para mim nunca foste assim,
Sempre alegre e a sorrir.

Para sair até pões batôn
E nos olhos um verde- tom.

Onde moras?
Em que lugar existes,
Para te encontrar.
Outro dia, outro lugar, tão triste, para procurar.

Onde vai esse teu olhar
Que procurou o meu?
Tenho esperança de voltar a ser teu.

Onde moras?
Em que lugar existes,
Para te encontrar.
Outro dia, outro lugar, tão triste, para procurar.

 

02 - "Terra e mar"

O romper do sol pelo nevoeiro,
O romper da aurora nos prados,
O olhar discreto de um coelho,
Enriquece a terna madrugada.

Temos de viver com o que temos
E guardar para sempre o que interessa.
Olharmos o mundo de frente
E ver o que dele nos resta.

Quero ver, quero ver a terra e o mar em tons de azul
Só para te encantar.
Quero ver, quero ver a terra e o mar em tons de azul
Só para te encantar.

O deslizar afoito de uma gota
Pela estrada verde de uma folha
Cai sobre a pedra já gasta
Onde teimas roubar sua sombra.

Temos de viver com o que temos
E guardar para sempre o que interessa.
Olharmos o mundo de frente
E ver o que dele nos resta.

Quero ver, quero ver a terra e o mar em tons de azul
Só para te encantar.
Quero ver, quero ver a terra e o mar em tons de azul
Só para te encantar.

 

03 - "Rotina do desejo"

Tenho um destino já traçado
Que à terra me agarra.
Tu és aquela que ao meu lado
Com força me amarra.

Mais uma vida
Que em meus braços conforto encontrou.
Viveste perdida
E pela primeira vez alguém te amou.

Os dias não passam,
A dor a crescer,
A rotina é a mesma
Continuo a sofrer.
As noites são longas
E eu não te vejo,
É angustiante
A rotina do desejo.

Quando menos esperava
Apareceste vinda do nada.
Parecias carente
Ao ficarmos frente a frente.

Trocámos palavras, alguns toques,
O desejo despertou intensas vontades
Mas o coração não acordou.

Os dias não passam,
A dor a crescer,
A rotina é a mesma
Continuo a sofrer.
As noites são longas
E eu não te vejo,
É angustiante
A rotina do desejo.

 

04 - "Ninfas de amor"

Julguei ser eu
Fugindo de mim.
Olhando para trás
Julguei ter o mesmo fim.

Perdido na noite, sem ninguém para falar.
Tão longe e sozinho, só tu me fazes sonhar!

Ninfa do amor, quando pensas voltar?
Não digas segredos às ondas do mar.
Ninfa do amor, sofro sempre sem fim,
Navego em teus sonhos, volta para mim!

Tão longe e distante
Está teu sol do meu.
Sofro confiante, pois sei que sou teu.

Perdido na noite, sem ninguém para falar.
Tão longe e sozinho, só tu me fazes sonhar!

São águas passadas
E o tempo não vai voltar.
Ficaste enamorada de tanto sonhar.

Perdido na noite, sem ninguém para falar.
Tão longe e sozinho, só tu me fazes sonhar!

Ninfa do amor, quando pensas voltar?
Não digas segredos às ondas do mar.
Ninfa do amor sofro sempre sem fim,
Navego em teus sonhos, volta para mim!

 

05 - "Jurarei ser igual"

Olhos, olhos de quem não existe.
Marcas, marcas de um corpo tão triste.
A raiva por dentro é mais forte que as feridas por fora.
E que esse passado não marque para sempre a memória.

Que a fé não desista de estar no caminho.
Pensa que agora é o momento de não estares sozinho.

Juro ser igual, respirar o mesmo ar.
Juro ser diferente, como toda a gente.

Conta, conta-me lá o mistério.
Sempre que falo tu ficas tão sério.
Será, talvez já não tenhas motivo.
Que o sangue que ficou na estrada não te mantém vivo.

Levanta-te e conta a verdade aqui deste lado.
E que ninguém se envergonhe do teu passado.

Juro ser igual, respirar o mesmo ar.
Juro ser diferente, como toda a gente.

 

06 - "Cai a noite...nasce um dia"

Outro dia vai nascer,
E tu sem nada que fazer.
Sentes-te um homem vulgar,
Sentes-te um homem qualquer.

Cai a noite é outro dia que passou,
Foi a coragem que faltou
Para fazeres aquilo que sabes ser capaz,
Sem medo e não voltares atrás.

Outro dia vai nascer,
E tu decides que fazer.
Só te falta acreditar,
Que também tu podes mudar.

Cai a noite é outro dia que passou,
Mas a coragem já voltou,
Para fazeres aquilo que sabes ser capaz,
Sem medo e não voltares atrás.

Outro dia amanheceu,
E ao pensares no que aconteceu,
Sentes-te um homem capaz,
Sentes-te um homem feliz.

Cai a noite é outro dia que passou,
Mas a coragem já voltou.
Para fazeres aquilo que sabes ser capaz,
Sem medo e não voltares atrás

 

07 - "E nada parece igual"

Ao olhar para trás eu sei
O que perdi...
Ao olhar para trás eu sei
O que nunca fiz.

Foram tantos momentos.
Foram tantas histórias.

Ao pensar nas horas que passei
Sem viver...
Iludido que o tempo parava
Mas fiquei a perder.

Hoje sinto saudade
Desse tempo,
Dessa idade.

E nada parece igual.
E nada parece igual.
Hum, hum, hum...

Para tornar um momento presente
O mais feliz,
Há que viver minuto a minuto
Como se fosse a última vez.

Sem ter medo que o tempo
Se torne um mau pensamento.

E nada parece igual.
E nada parece igual.
Hum, hum, hum...

 

08 - "O fio da navalha"

Tu és completa e perfeita
Ela não é sequer bem feita.
Tu pões-me à noite a sonhar
Ela tem angústia no olhar.

Tu és do tipo cerebral
Ela é apenas emocional.
Entre ficar e partir
Nem sempre é fácil decidir.

O fio da navalha.
O fio da navalha.

Tu és submissa nas tuas atitudes
Ela diz sempre palavras rudes.
Entre ficar e partir
Nem sempre é fácil decidir.

O fio da navalha.
O fio da navalha.

 

09 - "Há neblinas entre as canas finas"

Correm as águas do rio
Ao longo das margens velhas e humedecidas
Um jovem puxa o seu fio
Mergulhado na calma das horas esquecidas.
As águas tão belas, fugindo da cidade bem lá para o fundo
Que vontade de ir nelas,
Na crista das vagas de um amor profundo.

Há neblinas entre as canas finas.
Há neblinas entre as canas finas.

Como vai só o bote, descendo pelo véu límpido e ondulado
Como se faz belo e forte,
Procurando a corrente do leito alagado.
É o cristal simples e fértil, correndo na verdura dos campos que lhe cedem
E o espelho azul e séptil, o rio que passa lavando onde lhe bebem.

Há neblinas entre as canas finas.
Há neblinas entre as canas finas.

Lutou-se em terra por elas,
Águas passadas para sempre além do vale.
Dividem-se os cursos em parcelas
Margens velhas e húmidas prevendo o final.

Há neblinas entre as canas finas.
Há neblinas entre as canas finas.

 

10 - "Nem se quero saber"

Abre uma passagem para ti
Fala, grita e chora se quiseres.
Canta uma canção ao ouvido.
Dá-me a tua mão e o teu destino.

Quem irá ouvir tua voz,
Quem irá seguir tuas palavras?
Não temos ninguém mas estamos sós.
Mesmo assim seguimos o caminho...

Onde vais?
Não sei, nem se quero saber!
Onde vais?
Não sei, mas sim quero viver!

Conta um dia a mais na tua vida
Por muitos outros que tens de enfrentar.
Faz dessa tristeza a despedida
E nunca tenhas pressa de chegar.

Onde vais?
Não sei, nem se quero saber!
Onde vais?
Não sei, mas sim quero viver!

 

11 - "E...acreditar é preciso"

O que é fácil na vida?
Talvez me possas dizer.
Mesmo ao nascer há sempre alguém
Que sabe que vai sofrer.

Ao longo deste trajecto
Há sempre a primeira vez
Em tudo o que se faça,
Em tudo o que se vê.

E quem ouvir este grito...
Acreditar é preciso.

Não vale a pena fugir a um princípio universal,
De que tudo é tão difícil, até que se torna banal.
O êxito ou o fracasso todos vamos alcançar,
Depende da atitude que estejas disposto a tomar.

E quem ouvir este grito...
Acreditar é preciso.

O tempo passa a correr,
Nem queremos acreditar.
Um minuto é mais que um dia
Que estamos a desperdiçar.

Se é difícil viver,
Ou se é difícil sonhar,
Talvez, mas podes crer
Que vale a pena tentar.

E quem ouvir este grito...
Acreditar é preciso.